Brasil volta a Rio Preto para duelo com a Rússia
País tenta voltar ao grupo mundial da Copa Davis
São Paulo (SP) - Mais uma vez a equipe brasileira irá mandar um confronto pela Copa Davis na cidade de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Assim como aconteceu no último duelo, pelo Zonal Americano, o time nacional vai receber a Rússia na cidade paulista e tentará lá conseguir enfim acabar com o jejum de anos longe do Grupo Mundial da competição.
No ano passado, russos e brasileiro também se enfrentaram pela repescagem e naquela oportunidade quem levou a melhor foi a equipe capitaneada por Shamil Tarpischev, que se aproveitou do fato de jogar em casa para permanecer na primeira divisão da Davis. Agora, é a chance do Brasil devolver a derrota e voltar à elite da competição.
A última vez que a equipe nacional figurou no grupo principal foi em 2003, quando caiu na estreia diante da Suécia. A boa receptividade da cidade paulista no embate contra a Colômbia e, principalmente, as condições de jogo apresentadas foram chaves para a repetição de sede. “A experiência que nós tivemos lá foi muito boa”, comentou o capitão João Zwetsch.
“A organização e a dedicação agradou muito a todo o time e o lugar atende a ideia de se jogar com um alguma altitude. A equipe interia gostou da ideia de jogar em Rio Preto (de novo)”, acrescentou o comandante brasileiro. Para o duelo com a Rússia, será erguida uma arquibancada maior, saindo dos 4.500 lugares contra os colombianos para uma capacidade em torno de 6.300 expectadores.
Os horários dos jogos serão mantidos, com o confronto começando sempre às 16h. Com relação aos ingressos, a CBT ainda não estipulou um valor, pois precisa antes avaliar os custos da nova estrutura. Mesmo assim, a entidade garante que os preços devem ficar próximos ao da série anterior, quando variaram entre de R$ 50 a R$ 300, conforme o local escolhido.
“O resultado geral da promoção do evento contra a Colômbia e toda a estrutura foi muito bom e ajudou no desempenho do Brasil”, comentou o presidente da CBT Jorge Lacerda. “Os jogadores gostaram das características e pediram para continuar lá. A quadra só deve ficar um pouco mais lenta”, afirmou o mandatário.
“Rio Preto não tem um grande esporte na cidade e o futebol agora foi para a terceira divisão (do campeonato paulista). Quem sabe o tênis não pode ganhar importância com isso”, disse o presidente do Harmonia Tênis Clube sobre a oportunidade de trazer novamente a Davis para a cidade.